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12.2.09

já falta pouco

amanhã é o meu último dia em beja! regresso para o norte! hoje e amanhã vão servir para fazer malas, e à noite, subir ao palco...
o meu quarto já está a ficar vazio e o corredor cheio de tralha... malas, caixinhas, sacos gigantes...
vou sentir saudades, mas vou viver um novo projecto. temos de lutar para conseguir o que queremos, temos de deixar coisas para trás para conseguir outras... é sempre assim, chegamos e partimos, conhecemos mas teremos que nos despedir!... beja e as suas pessoas ficaram cá dentro de mim! sentirei sempre o sabor do vinho tinto sempre que me lembrar dos bons momentos! ai beja, beja...

11.2.09

no pax julia às 22h


sinto-me cansada e sem forças, mas é hoje!

9.2.09

marisa, renato e serafim na moita!

teminado o espectáculo das criadas, corro para a moita para fazer o espectáculo com o teatro da serra do montemuro! qaribó está de volta! um espectáculo para a infância mas são os adultos que saem de lá a sonhar.
a não perder, dia 14 de fevereiro, sítio e hora a confirmar. "a caminho de qaribó, zuca-zuca-zuca, traz-traz-traz"

elas estão de volta!


as criadas estão de volta! e com elas a senhora, a delicadeza em pessoa!
dia 11, 12 e 13 de fevereiro, na sala estúdio do pax julia, às 22h!
surpresas acontecerão! a não perder!

3.2.09

como prometi

isso de pensar que vou deitar cedo... não consigo, mesmo quando é o corpo que pede, mas foi uma noite caseira... como prometi, deixo aqui umas fotos da peça cristal da pele!

31.1.09

dia parado

cristal da pele, já está guardado numa gaveta. agora, fica aquela sensação de vazio… dois dias apenas de espectáculo, e toda gente sabe que o segundo espectáculo corre sempre mal… precisava de um terceiro, para sair satisfeita com o meu trabalho… mas não houve terceiro… chorei no segundo dia, no primeiro dia, só tremia no fim do espectáculo… mas no segundo dia chorei… já tinha acabado… tanto tempo a trabalhar naquilo, para morrer assim… chorei porque não senti o que tinha sentido no primeiro dia… porque o microfone descolou e andava de um lado para o outro, e assim, não consegui pensar, nem sentir o que estava a dizer, estava preocupada… e não podia fazer nada! mas não foi um desastre porque muito gente gostou… tenho que ficar contente por isso, por ter conseguido pôr uma pequena sala atentos e que no fim, consegui ver sorrisos misturados com as palmas… tive uma grande ajuda, césar filipe! obrigada césar pela tua calma! obrigada por acreditares sempre que iria correr bem! foi tão bom ter-te no palco! sentir a tua música, ajudou-me a acreditar que era capaz! mas já acabou, só ficam as fotografias… prometo colocar uma no blog!

agora estou em casa, o tempo está estranho mas não chove. a casa está vazia, e sinto saudades… tenho mais 14 dias em beja. gosto de beja, gosto das pessoas e sei que vou sentir saudades destes momentos aqui. mas quero ir embora! quero voltar para casa, quero arrumar a minha vidinha e pensar nos próximos anos sem pensar muito. só quero não me sentir longe, e aqui sinto-me longe. e hoje as saudades apertam, por ainda não ter tido notícias… por não ter recebido um beijo… 14 dias… passa rápido, depressa estou aí, amor meu!

28.1.09

ai... amanhã... é já amanhã...


o tempo passa tão depressa... amanhã! já é amanhã que vou subir ao palco. eu e um piano, eu e o puro lírio do campo... só eu e ela ou eu e ele...
não estou com vontade de fugir, estou, sim, ansiosa para sentir o público, e ansiosa para sentir o espectáculo... pois só amanhã é que o vou ver finalizado, já que ainda não houve um ensaio com tudo, eu, o piano e as luzes... improviso... eu sei o texto, amanhã as luzes acenderam, amanhã o piano far-se-á ouvir... e eu vou sentir tudo pela primeira vez. estou com medo, mas ansiosa... preciso de muita merda para amanhã!...

26.1.09

só faltava a sinopse

SINOPSE
Cristal da Pele é a primeira performance poética do Ciclo "Um Actor - Um Músico" que as Lendias d'Encantar vão apresentar no ano de 2009.
Este primeiro desafio teve como ponto de partida o livro de poesia de José Manuel Carreira Marques, Cristal da Pele. Numa primeira fase destruímos os versos, a sequência e o ritmo dos poemas. Procurámos criar um texto novo mais narrativo, mas sem acrescentar uma única sílaba às palavras do poeta.
Este ciclo que se inicia com Cristal da Pele tem como premissa a cumplicidade artística entre um actor e um músico: procuramos o improviso nas emoções das palavras.
Como desafio que é, permitimos apenas que os intervenientes se encontrem no ensaio geral e que no dia do espectáculo, com o calor e o frio da adrenalina, desenhador de luz (Ivan Castro), actriz (Tanya Ruivo) e músico (César Filipe) bebam do mesmo néctar e respirem em tempos ausentes.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Poemas - José Manuel Carreira Marques
Selecção e Destruição de Poemas - António Revez e Tanya Ruivo
Direcção - António Revez
Interpretação Voz - Tanya Ruivo
Interpretação Piano - César Filipe
Desenho de Luz - Ivan Castro
Grafismo - Rui Pereira
Produção - Lendias d'Encantar

23.1.09

o que devemos fazer?

...e quando tudo está mal, o que devemos fazer? quando criamos imagens mas não conseguimos passar para os outros essas imagens, o que devemos fazer? quando sentimos que o público vai entrar em tédio, quando sentimos que está tudo igual... quando sentimos que não há paixão, onde deveria de haver, quando não há doçura, quando não há tesão, quando não há alegria onde deveria de haver, o que devemos fazer?
estou a entrar num pequeno desespero... e está a aumentar de dia para dia... e com esse desespero vem o cansaço da mente e do corpo, vem as tensões na costas. sinto-me pisada, dorida... como se tivesse pedras nas costas... pedras que gritam quando são tocadas...
estou com medo de enfrentar o público, e o tempo está a passar... e passa tão rápido... não quero pensar no dia 28, não quero pensar naquilo que vou sentir, no aperto no estómago, nas mãos a transpirar,nos arrepios de frio e de calor, e pensar que não vou ser capaz, e perguntar-me porque é que não desisto disto de uma vez por todas... o que devemos fazer quando temos medo? o que devemos de fazer quando sabemos que não estamos a fazer nada de interessante para os outros verem?
desculpem-me este pequeno desabafo... mas até à estreia vai ser dificil arranjar confiança em mim... mas vou tentar... prometo que vou tentar! e vai saber-me bem sentir o público... ai ai
espero que daqui há dois, três dias consiga escrever aqui, que finalmente encontrei um caminho certo para está peça, por enquanto ando perdida... mas é sempre assim, não é?

21.1.09

agora sim, 28 e 29 no pax júlia

cartaz novo

cristal da pele… agora sim! agora temos data certa, e já temos cartaz!… a estreia, supostamente, era para ter sido no dia 4 de outubro… mas houve uns pequenos contra-tempos que não permitiu que isso acontecesse. mas agora sim, é a sérios! dia 28 e 29 de janeiro, o meu primeiro monólogo… ai ai… falta uma semana e eu já começo a sentir os pequenos nervinhos… há ensaios que correm bem outros que só me apetece chorar… está a ser um processo dificil… mas dia 28 não há forma de fugir! nervosa ou calma tenho que estar lá e mostrar o meu melhor…

retirando algumas palavras do blog da companhia:

“a encenação cabe a antónio revez e em cena estará tanya ruivo (texto) e césar filipe (piano).
dois monólogos em simultâneo ou uma conversa entre palavras e notas.”

estreia no dia 28 de janeiro às 22 horas no auditório do pax julia.

11.1.09

partem uns, voltam outros

é bom ter uma profissão onde temos o privilégio de conhecer muitas pessoas, trabalhar com pessoas diferentes. posso dizer que já conheci muitas pessoas com o meu trabalho. e agora pergunto-me: "onde estão os meus amigos?" espalhados... há sempre despedidas, há sempre lágrimas, há sempre promessas de um novo encontro. ganhamos amigos, ganhamos colegas, ganhamos conhecidos. há despedidas que custam mais, outras que pouco sentimos. mas hoje sinto uma tristeza muito grande cá dentro... começo a sentir-me cansada de não poder telefonar a quem sinto falto para marcar um café. e saber que para a semana, não voltarei a sair com quem saía, com quem acabei de sair. mais uma pessoa que entrou na minha vida e que parte de malas feitas... partem uns, voltam outros... conheço lugares diferentes, terras diferentes, e tenho medo de me agarrar a algum sítio porque sei que tenho sempre malas para fazer e partir... partir em busca de novas pessoas, de novos sítios, provocando novas despedidas... como diz a minha mãe: "foi a vida que escolheste" pois foi... tenho que aprender a lidar com despedidas e estar aberta a novas amizades ou simplesmente a novas pessoas...

10.1.09

no pax júlia




dias 14, 15 e 16 às 22h na sala estúdio do pax júlia.




texto de abel neves
encenação de antónio revez
musica original de paulo ribeiro
interpretação de ana ademar e ricardo brito
produção lendias d'encantar

21.12.08

Karibó em Santiago de Compostela. 23 de Dezembro

serafim, homem de muitos ofícios porque a necessidade obriga, é pai de duas adoráveis crianças, marisa e renato. quando chega a casa, serafim costuma vir estafado e triste porque não sente alegria para viver: o trabalho cansa e também porque tem saudade da sua mulher, e mãe dos seus filhos, que morreu. rosi, a sua divertida prima, cuida das crianças e bem tenta animá-lo, mas não consegue.
então, marisa e renato decidem fazer com que o seu pai volte a sentir o prazer de viver e inventam para ele uma viagem para qaribó. que viagem é essa? É tão simples a resposta que dizê-la estragaria o encanto de um sonho. há que ver Qaribó.
qaribó está ao alcance de todos. se acreditarmos, se quisermos, o mundo à nossa volta pode mudar e a vida tornar-se mais bela. Levada a sério e a brincar, a vida é para ser vivida.
viva qaribó!


25.11.08

dia 4... lá estarei


Dia 4 lá estarei, dia 4 as luzes terão que estar prontas e o piano no sítio. título certo, ainda não temos, cartaz certo, também ainda não temos... o texto, está quase pronto... eu ainda não estou pronta, mas ainda tenho tempo para sentir o que digo e deixar o meu corpo falar por cima das palavras, sentir-me como uma pétala ao vento... abraçar o ar e ver o seu olhar no vento e senti-lo a acariciar-me... vou sair de mim e falar de ti, e falar para ti...vou sentir-te e isso é bom!...

21.11.08

Pele de cristal

O puro lírio do campo, é uma mulher. tenho que procurar em mim sensualidade e leva-la para o palco... tenho que pensar numa mulher, tenho que sentir que a perdi. tenho que procurar uma falha... sentir as suas coxas, o ventre, os seios, e beija-la ternamente. sentir o seu corpo ofegante, a abrir-se às minhas mãos. dia 4 de dezembro, volto para o palco, e ao som do piano, tenho que me entregar e sentir no meu corpo o toque delicado de uma pele de cristal. tenho que conter a respiração e morder as palavras. é nestes momentos que sei que te amo...

20.11.08

Lírio do Campo


"É uma princesa, disse-me o vento de março. era a minha princesa! prendi nela o meu olhar, o puro Lírio do campo. tudo era real e o coração batia.


quando as palavras secam na garganta no momento exacto de as dizer, parecem rochas encrustadas na terra, impossíveis de as moldar. fico na impotente ansiadade como naufrago, sem gritar. sei como são crués e tiranas as palavras que se recusam a pronunciar-se naquele exacto momento em que mais ssão precisas. quando me acontece contigo, substituo-as pelo olhar e as mãos dizem o resto."


Nova dor de cabeça, novos medos, estes diferentes do anterior... o meu primeiro monólogo.... ai ai, assusta...

19.11.08

Estreia na Serra!

O teatro do Montemuro apresenta no próximo dia 20 de Novembro, pelas 21:30, no Espaço Montemuro, em Campo Benfeito, o seu novo projecto!



Da Minha Vista Ponto é uma comédia sobre excentricidades – diferentes formas de ver o mundo. Fala sobre padrões e rituais que criamos, consciente ou inconscientemente, para que as nossas vidas façam sentido.
Uma toalha é estendida todos os dias numa varanda de um apartamento. Um dia, a toalha não aparece e a vida deste grupo peculiar é afectada: o professor de física quântica deixa de saber quando deve ir ao café; o agricultor não consegue escolher os números para o totoloto e a mulher que acredita que é gata perde o vislumbre do primitivista a nadar nu no rio no alto da serra.
Uma investigação sobre o desaparecimento do vizinho bibliotecário revela as ligações entre estas pessoas, conduzindo ao conflito, romance e confusão!
As histórias dos intervenientes são contadas através de uma mistura da comédia física e verbal, projecções e jogos de sons.




“Se apanhares uma folha cadente no primeiro dia de Outono, não apanhas uma única constipação em todo o Inverno”
“Pede um desejo com o primeiro pintarroxo que vires na primavera e ser-te-á concedido”


Ficha Artística

Texto: Thérèse Collins e Peter Cann
Tradução: Graeme Pulleyn
Encenação: Graeme Pulleyn
Direcção Musical: Carlos Peninha
Cenografia: Helen Ainsworth
Figurinos: Helen Ainsworth
Construção de Cenários: Carlos Cal
Assistência à Cenografia: Ricardo Rocha
Interpretes: Abel Duarte, Eduardo Correia, Neusa Fangueiro e Daniela Vieitas
Produção Executiva: Paula Teixeira e Susana Duarte
Direcção de Cena: Abel Duarte
Assessoria de Imprensa: Paula Teixeira e Susana Duarte
Cartaz: Helen Ainsworth

9.11.08

As Criadas

DE 12 A 14 DE NOVEMBRO PAX JÚLIA TEATRO MUNICIPAL


Sinopse:
Duas criadas, uma senhora.
Duas senhoras, uma criada.
Uma senhora que é criada, uma criada que é senhora, ou serão duas?
Uma senhora prestes a ser assassinada pelas criadas mascaradas de senhora. Um inocente preso, para que o assassinato decorra sem sobressaltos.
Duas criadas oprimidas, pobres, invejosas. Querem os vestidos, querem a riqueza, querem o leiteiro. O plano está traçado há muito. A coragem é pouca. A vontade é alimentada pelo desespero que é muito. Duas aspirantes a senhora. Uma senhora que não sabe… não saberá? Tudo é segredo. Tudo é confuso. Tudo é para desvendar. Entre o “silencioso arroto do lava loiça” e a senhora e “a sua estola, as sua pérolas, as suas lágrimas, os seus suspiros, a sua doçura” há máscaras, mentiras, embustes, segredos e angústias.




FICHA TÉCNICO-ARTÍSTICA
Texto: A partir de Jean Genet
Encenação: António Revez
Interpretação: Ana Ademar, Ricardo Brito e Tanya Ruivo
Música: Paulo Ribeiro
Desenho de Luz: Ivan Castro
Produção: Companhia de Teatro Lendias d’ Encantar
Grafismo: Cocas Produções

7.11.08

Peça das Lendias d'Encantar

Dias 12, 13 e 14 de Novembro na sala-Estúdio do Pax Júlia

6.11.08

Ninguém disse que ia ser fácil

Não consigo fechar os olhos... se os fecho, pensamentos maus apoderam-se de mim. Preciso de dormir, sei que preciso, a minha cabeça precisa de descanso, o meu corpo precisa de descanso... fecho os olhos, pequena ansiedade aparece. Quero fechar os olhos, preciso de acordar amanhã. Preciso de dormir para poder acordar. O tempo é curto, passa rápido e o medo aumenta, o não acreditar aumenta, o medo de falhar, o não acreditar em mim... um peso muito grande, uma queda... cansada, extremamente cansada... com vícios no corpo, com um apontar de dedo na minha direcção. Cansada, extremamente cansada... pois não é fácil não! Quem disse que ia ser fácil? quem seria capaz de enganar desta forma, sem piedade? fecha os olhos, dorme... tenho vergonha!... Não, não, acende a luz!... dorme, é melhor dormir, conta carneiros felizes aos saltos e reza para não aparecer a senhora aos saltos também...

hum... que bom

pedaços de mim