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24.4.09

22 de abril - só novidades no caminho

não conseguimos despedir-nos da carmen pela manhã. acordamos e ela já tinha saído mas deixou-nos um pequeno recado. despedimo-nos da casa e fomos em direcção ao albergue onde ainda estavam as bicicletas. não queríamos acreditar, estava fechado… ouvimos pessoas e batemos à porta! eram as senhoras das limpezas que apenas diziam para aparecermos lá ao meio dia. não seria possível! tínhamos de ir embora! imploramos a dizer que era só para ir buscar as bicicletas, que tínhamos de ir embora naquela manhã… e não sei como, mas conseguimos! atrás de nós estava um italiano a suplicar também para entrar, pois tinha lá as mochilas. cá fora, ainda trocamos umas palavras com ele, assim como os contactos. falamos um pouco da nossa viagem o que o deixou de boca aberta. estamos a fazer sucesso com a história da viagem e com os nossos atrelados!

conseguimos partir, mas foi bastante difícil sair de burgos... as indicações não estavam correctas. queríamos ir pela nacional, e seguíamos por lá mas mais à frente aparecia a auto-estrada… como era possível?! saímos da estrada e fomos pelo passeio e conseguimos encontrar forma de sair, depois de termos dado voltas e mais voltas! o caminho foi bastante complicado por causa do vento! a nacional estava bastante movimentada e com muitos camiões. por pouco que não íamos caindo, quando passou um camião por nós que nos deixou a andar de lado. belo controlo que tivemos nas bicicletas!

era muito vento! fazer dez metros durava uma eternidade! quando apareceu o caminho de santiago, decidimos fazê-lo, porque não seria tão perigoso. como gosto desse caminho, a sério que gosto! pode ser duro de fazer, mas prefiro! as subidas custam, mas temos quase sempre pessoas a dar-nos apoio. sempre um sorriso, um hola, um levantar da mão… e a paisagem? lindo! passamos por sítios lindos, lindos! lindo, lindo, foi também a lama que apareceu à nossa frente… era lama com enormes poças de água! foi uma prova complicada mas divertida, por ser novidade, se calhar. o cheiro a terra molhada, mais à frente, o cheiro a madeira. mistura de odores assim como mistura de línguas que encontrávamos pelo caminho. fiquei admirada com a quantidade de pessoas que fazem os caminhos de santiago. não tinha ideia de como seria. não se vê muita gente jovem, a maior parte são pessoas para cima dos 50. muitas mulheres sozinhas, muitos homens sozinhos.

continuamos pelo caminho de pedras e pedrinhas, quando paramos de repente! não queríamos acreditar no que estávamos a ver! tínhamos a nossa frente, qual montanha russa gigante! uma descida, se não era a pique, para os meus olhos era (ok, estou a exagerar), lá em baixo uma ponte de madeira, estreita, e logo a seguir uma enorme subida, também essa a pique mas bem mais comprida que a descida! “não vou ser capaz” era o que me saia da boca… já me imaginava a derrapar, a não ter força para segurar a bicicleta, a cair no chão, e só parar perto da ponte de madeira, estreita… aproveitamos para umas fotografias para termos provas que confirmassem a dureza do caminho. um casal parou ao nosso lado. não falavam inglês, nem francês, nem espanhol… eram alemães. olhavam para nós e faziam uma cara feia, e olhavam para a subida que tínhamos à nossa frente, e ela só dizia “capute”. qual “capute”! pegamos nas bicicletas e descemos, eu com a bicicleta à mão e sempre a travar. passamos a ponte e coragem! tentava não pensar em nada e subir apenas! olho para trás e está o rafael a filmar-me e a rir-se que nem um perdido. ao que parece, estava toda de lado e ele estava a espera que caísse para fazer uma bela filmagem! a bela filmagem não foi conseguida, pois consegui (não sei em quanto tempo) chegar ao topo e lá sim, tive vontade de me rir. mesmo à nossa frente estava um sítio de descanso com mesas de madeira. depois da bela subida, achamos por bem, almoçar! pão com queijo e azeite! tomei-lhe o gosto! de novo na estrada e tenho a melhor aventura destes dias em bicicleta! já tinha feito no dia anterior uma mini prova de btt. foi mini porque a verdadeira foi a desse dia! belas descidas e só estava a espera do momento da queda… derrapava quando travava, entrava em covas que não tinha tempo de me desviar, e tinha de manter o rabo levantado do selim para não destruir as costas! que adrenalina que nunca tinha sentido! correu tudo bem, nenhum de nós foi ao chão e estávamos com um grande sorriso nos lábios! a paisagem continuava fantástica! caminhos estreitos entres as árvores e ao fundo, víamos umas montanhas cheias de neve! que belo dia e parecia que o corpo já estava bem familiarizado com a bicicleta.

chegamos a belorado. queríamos comprar pão. não tínhamos a ideia de ficar lá, pois não era muito do nosso agrado. não achamos um sítio muito bonito… mas quando chegamos ao centro da vila, mudamos de ideia. afinal não era assim tão desagradável! perguntamos onde se situava o albergue, e depois das indicações fomos até lá. foi o albergue mais pequeno que ficamos e mais caro! entravamos e já nos encontrávamos no quarto. um quarto cheio de beliches, com as casas de banho ao lado. um jardim, com mesas e uma cozinha. fomos os únicos que não quisemos jantar lá, pois também faziam refeições, mas claro, nada vegetariano… ainda deu a ideia de uma tortilha de batatas, mas estar a pagar 9 euros por ovos com batatas… preferimos cozinhar o que tínhamos! no fim do jantar fomos dar uma voltinha. não era capaz de ir para a cama naquele estado! ando a comer tanto, mas tanto! e tudo sabe tão bem quando se faz exercício! entramos num café e ficamos lá um pouco, ora vendo o telejornal, ora folhear uma revista de viagem. eram 21:30 e fomos para o albergue. estava tudo na cama, estava tudo escuro e um ressonar monstruoso! comecei a ter um ataque de riso, e quanto mais tentava controlar o riso mas vontade tinha de me rir… já na cama, o rafael decidiu filmar e descrever o que estava a acontecer… estava com medo que nos mandassem calar… tentava controlar a respiração e fazer o menos de barulho possível… mesmo com o ressonar como música de fundo, consegui adormecer bem quentinha.

21 de abril - turístas em burgos

saímos bem cedo do albergue para nos encontrarmos com a carmen, uma rapariga que contactamos pela internet para ficar em sua casa. 8:10, em frente a tele pizza. antes de sair, perguntamos se era possível deixar as bicicletas no albergue e no dia seguinte iríamos busca-las. com muita simpatia, o responsável deixou, dizendo que se fosse no mês de agosto seria mais complicado. tiramos só o necessário e fomos em busca da tele pizza.

a carmen chegou, estava a caminho do trabalho. levou-nos à porta de casa e entregou-nos as chaves. esse é que é o espírito do couchsurfing! “façam de conta que estão em vossa casa!” e assim fizemos. entramos e instalamo-nos. um pouco na internet, mas essa era tão lenta que não perdemos muito tempo. usamos a sua cozinha para preparar o almoço, abríamos o frigorífico e víamos os hábitos alimentares. é uma coisa que gosto particularmente de fazer. abrir e ver o que há.

aproveitamos a tarde para passear em burgos. gostei mesmo muito da cidade! penso que seria perfeitamente capaz de lá viver! subimos até ao castelo mas como tudo em espanha: estava fechado! voltamos a descer e dar mais uma voltinha. entrar nas igrejas e admirar a sua riqueza. muitas das igrejas, catedrais e pequenas capelas, estão abertas ao público apenas na parte da entrada, porque para ver o resto é preciso pagar… numa pequena igreja, san nicolas, a entrada era gratuita mas estranhamente, bastante escura, o que dificultava observar os pormenores. espanto meu, a luz acendeu-se e o rafael reparou que um senhor, de máquina fotográfica na mão, passou por nós com um sorriso. era preciso pôr uma moeda de um euro para as luzes acenderem, caso contrário, quem quisesse fotografar, teria de fotografar com muita pouca luz! ai, a religião católica…

depois de muito passear, decidimos parar numa esplanada. foi uma luta procurar sítio… tínhamos que ter em atenção o preço do café, se tinha sol por muito tempo e se as vistas seriam agradáveis ou não. acabamos por ficar dentro de um… gosto dos cafés, quando estes têm uma boa decoração. e neste caso a escolha do café foi óptima! lá passamos uma boa parte do tempo a escrever, a tirar fotografias… e a pagar bem caro por duas coca-colas.

de novo em casa e jantar feito quando recebemos uma mensagem da carmen a perguntar se queríamos sair à noite ou se preferíamos ficar em casa. decidimos sair com ela, já que só a tínhamos visto nessa manhã e estávamos com curiosidade em conhecê-la, pois na sua casa tudo indicava que tinha viajado imenso. chegou a casa e depois de uma curta conversa, saímos. posso dizer que foi a melhor noite em espanha, e não sei se voltarei a ter uma igual a essa. parecia que me encontrava num filme. entramos num pequeno bar que se chama, “el patillas”. as paredes e tecto, estavam forrados com colagem de tudo e mais alguma coisa, até fotografias de retratos tinha, de pessoas que passavam lá e colavam a sua fotografia. um bar que passou de geração em geração e neste momento já está na terceira. é pena saber que o filho do actual dono do bar, não quer ficar continuar com a tradição. havia homens a tocar instrumentos e a cantar. não parava de sorrir e de olhar em volta. sempre desejei entrar num bar com pessoas a cantarem, sem fazerem parte de nenhum grupo. pessoas que entram e se apropriam dos instrumentos! aquele bar pequenino, com as colagens nas paredes já amarelas por causa do fumo, foi a minha alegria dessa noite! ainda no bar, despedimo-nos da carmen e dos seus amigos, agradecendo toda a sua hospitalidade! mais uma vez conhecemos uma pessoa incrível! dava vontade de ficar mais um dia, mas seriam muitos dias parados e não podia ser!

desta vez, não dormimos enfiados no saco cama! e até deu para dormir na mesma cama! (não é todos os dias que acontece)

23.4.09

20 de abril – burgos para descansar

a manhã começou bem mais cedo. a tenda estava fria assim como os meus pés. ainda enfiada dentro do saco cama, ouvia o rafael a vestir-se e a sair da tenda. era cedo e já se ouvia peregrinos a passar. eu continuei deitada, mesmo quando o rafael entrou. ele escrevia no seu caderno preto e eu tentava dormir um pouco mais, pois foi uma noite mal dormida… o terreno não era liso e o meu corpo estava estendido na ondulação da terra… era inútil, não consegui dormir mais e decidimos ir embora mais cedo. ainda vi fotografias que o rafael tirou nessa manhã. tudo cheio de geada! tudo branco, as bicicletas brancas! pingava dentro da tenda, pois esta também não se livrou da brancura da manhã!

pequeno almoço: bebida de soja com uma boa imitação de chocapic e como ainda tinha sobrado feijão com tomate, tentei terminar com ele! assim era menos uma lata que carregávamos. enquanto arrumávamos as coisas assim como a tenta ainda molhada, íamos ganhando uma camada de lama na sola das sapatinhas! estas tornavam-se pesadas! aproveitamos a casa em ruínas para sacudi-las e assim livramo-nos do peso.

o caminho seria tranquilo, tínhamos de percorrer poucos kms para chegar a burgos. começamos o dia e já montados nas bicicletas, tivemos de parar… estava frio e vento e o vento atrapalha e lutar contra o vento era difícil… pois nós não gostamos do vento! o vento cansa-nos. ai o vento… mas lentamente conseguíamos somar alguns kms. decidimos continuar pelo caminho de santiago. estava a gostar e adoro passar pelas pessoas, sorrir para elas, cumprimenta-las e seguir cada um na sua direcção. não havia grandes subidas e quando houve uma maior, esta não nos assustou. depois de uma subida, há sempre uma descida! maravilha! parecia que estava numa prova de btt, coisa que nunca fiz, mas descer e atingir os 35 kms/h em terra batida, com pedras e pedrinhas, para mim, foi uma loucura! sorte minha que não apareceu nenhum peregrino! agora sim, o ponto negativo: uma enorme subida! enorme mesmo! uma senhora subida! fui obrigada a parar duas vezes para descansar. paragens curtas, só para respirar. na primeira paragem, um casal francês meteu conversa. a senhora cheia de pena ao ver-me com tanto peso. desejou-me coragem e lá continuei a puxar a bicicleta que pesava como nunca tinha pesado! na segunda paragem, vi o rafael a falar com outro casal, olhavam os três para mim e tinham um enorme sorriso na cara. não posso mostrar fraqueza, depressa cheguei até eles e por pouco que os olhos não me saltavam fora…o caminho continuou sem grandes mudanças. o terreno era mais plano e depressa chegamos a burgos.

não tínhamos casa onde ficar por isso, fomos a procura do posto de turismo, mas claro, como tudo em espanha, estava fechado… andamos às voltas pela cidade até que um senhor nos apontou a direcção do albergue. fomos até lá mas não sabíamos se a nossa credencial dava, visto que não estávamos na direcção de santiago de compostela. não havia problema, podíamos lá ficar! a noite ficou barata, 3 euros cada um. e que luxo de albergue! sítio próprio para as bicicletas, grande sala de convívio e onde se comia, máquina de lavar roupa, máquina de café e mais umas quantas bebidas quentes, cozinha apenas com micro-ondas. os banhos eram quentes, com regulador de tempo da água a correr. Sítio para estender a roupa, com uma torneira e escova para limpar as botas. tinha muitas condições e sentia-me mesmo bem lá! muitas pessoas de todas as idades e de sítios diversos! Nas camas ao nosso lado, ficou um português de braga que estava a fazer o caminho de santiago com uma brasileira.

fomos visitar a cidade. senti-me mesmo bem nela. não é uma cidade muito grande, ou melhor, é grande mas não cansa, é acolhedora. demo-nos ao luxo de jantar fora. claro que tínhamos de ter batata frita com uma enorme camada de molhos!

antes de subir para os quartos, estivemos na sala de convívio a escrever um pouco e estava lá o português com quem estivemos à conversa. os olhos começavam a pesar e no dia seguinte tínhamos de nos encontrar às 8:10 com a carmen, com quem contactamos pela net para ficarmos em sua casa. assim ficaríamos mais um dia em burgos.

o mau de dormir nos albergues, é que temos de ouvir todos os tipos de ressonar! acordei no meio da noite e era uma sinfonia, que não me deixava adormecer…

19 de abril – sair de palência para não se sabe onde…

banho para despertar e quando entramos na cozinha, o david estava a terminar de fazer as torradas para nós! como sabe bem começar assim o dia! assim nos despedimos do david, agradecendo a sua hospitalidade. ainda no hall de entrada assistimos ao mau acordar de um senhor, que quase nos expulsava por estarmos a montar o atrelado lá. mas qual era o problema?! se tínhamos de sair com as bicicletas, não íamos pôr tudo cá fora para depois, sim, ligar o atrelado. mas pronto, nem toda gente acorda com um sorriso na cara!

não sabíamos onde havíamos de ficar. queríamos ir em direcção a burgos mas seria muito duro fazer de uma vez só o caminho. íamos andando e vendo. sentia-me mais cansada e o joelho do rafael voltava a dar sinal. o que custa sempre mais, são os primeiros 10kms… parece que os kms não passam e o corpo não está bem desperto. depois sim, o corpo habitua-se e voltamos ao ritmo normal, mas neste dia, confesso que sentia as pernas cansadas, o rabo dorido e o cotovelo esquerdo começava a dar sinal…

paramos para almoçar em fromista, onde víamos muitos peregrinos a chegar. pãozinho com queijo, sentados mesmo em frente a um parque para crianças. já no fim, um senhor meteu conversa com o rafael. só dei conta quando o ouvi a rezar o avé maria… olhei e vi que estava mesmo a falar com ele… e a rezar para mostrar que sabia rezar em português! quando terminou foi a vez do pai nosso… não me aproximava, ficava de longe a ver a cara do rafael, a dar toda a atenção ao senhor. quando conseguimos dizer adeus, retomamos caminho. desta vez íamos fazer o caminho de santiago, mas no sentido inverso. começamos com uma estrada estreita mas ainda com bom piso. os peregrinos cruzavam-se connosco e diziam “o caminho é por ali” e sorriam. mas há só uma direcção para aquele caminho? não o podemos fazer no inverso? o caminho de santiago sem ir para santiago? ou seremos considerados filhos do diabo? até acho mais engraçado fazer o caminho inverso, assim vemos as pessoas de frente e dizemos “hola” a todos! no caminho, encontramos um espaço muito acolhedor, havia uma fonte, com mesas e baloiço. que belo sítio para acampar! tínhamos água, mesas para um jantar confortável, e mais ao fundo, umas árvores perfeitas para satisfazer as vontades fisiológicas. era o sítio perfeito mas antes de levar para lá as bicicletas, fui ver se a fonte tinha mesmo água… nada, nem uma gota! seca! desistimos da ideia, teríamos de pedalar mais um pouco. rafael, espantado lê em voz alto a placa que se encontrava lá “lugar de descanso para peregrinos com água potável”. ainda tentou arrancar a placa, mas em vão… tivemos de a deixar lá, enganando mais uns quantos…

montados na bicicleta decidimos retomar o caminho de santiago, mas desta vez entramos em terra batido. ele era terra batida, ele era pedras e pedrinhas… o caminho era duro e mais lento… mas quem teve a ideia de fazer o caminho? quando vimos uma enorme subida, paramos. não íamos subir puxando as bicicletas até lá acima! o que podíamos fazer era arriscar cortar à esquerda que deveria dar a carretera. e assim foi.

próxima aldeia, veio um senhor na nossa direcção. era o responsável pelo albergue. já tínhamos decidido acampar essa noite, mas perguntamos onde podíamos comprar pão. estava tudo fechado, mas ainda nos disse para tentarmos comprar no restaurante ali perto. assim foi: pão comprado. não tínhamos água e mais uma vez lá foi o rafael perguntar ao tal senhor, ao qual ele ofereceu-se em arranjar a água. retomamos caminho, cada vez mais cansados.

finalmente encontramos um belo sítio para ficar. em castrojeriz, encontramos uma casa em ruínas, perto da estrada mas estávamos tapados pelas ervas altas. ficamos num cantinho acolhedor! montar tenda e cozinhar fora! só novidades nesta noite! eram 20:30 e já estávamos dentro dos sacos cama, cansados, só queríamos dormir! mas como adormecer ficando atentos a todos os barulhos? parecia que ouvia passos e lá nos levantávamos de repente para espreitar. não era nada… só barulhos… como o rafael leu num blog de um viajante, que disse que a primeira vez que fez campismo selvagem, até o peido de uma formiga se ouve. é mesmo verdade!

hum... que bom

pedaços de mim