

- pronto, se não encontrarem mais barato, eu faço por 20 euros. maravilha! não encontramos mais barato e voltamos para pagar os 20 euros! só quando entramos no quarto e vimos o luxo, é que reparamos que estávamos num hotel 4 estrelas! como é bom tomar uma banho quente e estender o corpo numa bela cama! sim, sentimo-nos uns verdadeiros chulos!
as montanhas reduziram de tamanho, o que nos agradou imenso mas, nesse dia, parecia que tinham escondido pedras nos nossos atrelados... ou as pernas estavam pêrras... o rafael queixava-se, eu queixava-me... íamos pedalando sem grande entusiasmo... parou uma carrinha

- deve ser a nossa boleia.
- pediste? - perguntei muito admirada.
- claro! (novo momento para se expressarem. pode ser com a palavra "chulos") entramos na carrinha e sentei-me num tronco de m árvore que fazia de banca, com uma almofada, para ser mais fofinho para o meu rabiote. é certo que havia certos toques nas minhas pernas quando o senhor metia as mudanças, mas logo a seguir, fazia uma expressão que mostrava que pedia desculpas. bela boleia de 50 kms!
ficamos numa bomba de gasolina e como era cedo, decidimos fazem mais uns quantos kms.
a segunda cidade escolhida para dormir, assim por acaso, foi prilep. não porque a queríamos visitar mas porque estávamos cansados e pedalar mais não fazia parte dos nossos planos. tentamos a nossa sorte e perguntávamos a jovens se sabiam de algum sítio onde pudéssemos montar a tenda. não tivemos muita sorte... dormir num hotel estava fora de questão! fomos mandados parar por uma pessoa de idade que queria ajudar-nos mas não falava uma p

chegamos a um estaleiro de madeiras! olhamos um para o outro e torcemos o nariz.
- onde é que vamos dormir? - pensei eu.
-onde está a relva para montarmos a tenda? - perguntou o rafael... mas qual relva. seria incapaz de recusar a ajuda daqueles dois senhores. aliás, três, pois apareceu outro que tinha o seu cantinho no estaleiro, onde dormia, comia, via televisão e bebia muito. todos nós olhávamos à volta na esperança de encontrar um espaço para a colocar. resultado: montamos a tenda dentro de uma casa em


- aah! - diziam quando nos olhavam. estávamos nós a terminar o pequeno-almoço, quando ela nos presenteia com um bolo para cada um!
- querem um café?
já tínhamos tomado... tivemos de agradecer pelos bolos, mas o café teria de ficar para outra altura. (agora todos juntos: chuuulos! muito bem)
tínhamos casa em veles, a casa do ace. como seria desta vez o nosso anfitrião? o melhor é não pensar e chegar depressa até lá! chegamos sem grandes problemas. chuveu no caminho e tivemos de parar por baixo de uma ponte onde aproveitamos para comer um tomate com sal... conhecemos o ace e naquele momento soubemos que iríamos ficar mais do que uma noite. queríamos passar uns dias a descansar e assim foi. no dia seguinte passeamo-nos os três pela cidade que nos agradou! supostamente é uma das cinco maiores cidades da macedónia mas não deixa de ser uma cidade pequena, comparando com as nossas. não nos oferece grande coisa para ver mas fomos até à parte velha da cidade, que fica no cimo do monte e daí, podemos ver a cidade! no outro dia, não saímos de casa... dormimos e actualizamos algumas coisas na internet. foram dias de descanso com um anfitrião cinco estrelas que nos fez conhecer um pouco mais da macedónia.
- para sair de veles, têm de atravessar aquela montanha e depois é sempre plano. - disse-nos ele. estávamos em direcção à fronteira mas não seria nesse dia que a atravessaríamos. pois o dia começou com a tal subida e depois, quando estava eu a descer a alta velocidade, ouço o rafael a gritar o meu nome desesperadamente. ok, não foi




- o ace conhece aqui alguém! - dito isto, o rafael telefona para ele e conseguimos sítio para passar a noite! grande ace!!! só tínhamos de encontrar a casa. perguntamos a um taxista pela rua, e quem nos ajudou foi um senhor que se prontificou em levar-nos até lá! é difícil seguir um carro, de bicicleta, então quando o caminho é quase todo a subir... chegamos à rua e ele fez questão em telefonar para o nosso novo anfitrião e só se despediu de nós quando ele chegou! pois é, aqui as pessoas são assim!
ele chamasse darko e fala pouco inglês... chegamos à casa com mais um furo no meu atrelado... deixamos o furo para o dia seguinte. só queríamos entrar em casa e descansar! conhecemos a mãe dele! que senhora querida e simpática e generosa e... ganhei muitos abraços! o darko dizia várias vezes que a sua mãe estava muito feliz por estarmos lá em casa! voltamos a rir às gargalhadas e tínhamos de limpar as lágrimas de ta


delcevo, foi o último sítio onde ficamos na macedónia. já estava de noite e seria impossível continuar mais tempo. novamente sem sítio para ficar mas como somos os verdadeiros chulos, não estávamos preocupados com isso! estavam três senhoras na rua, as nossas presas! falamos com elas, com mímica, claro e em poucos minutos, já estávamos a seguir uma delas! levou-nos a uma rapariga que falava inglês. resumindo a história: não dormimos na tenda, ao frio. ela abriu a porta de uma casa em construção - quase concluída - abriu a porta de um quarto e disse:
- podem dormir aqui!
ficamos pasmados a olhar um para o outro... até tivemos vontade de dar uns pulinhos de alegria! duas camas com lençóis e uma televisão. tínhamos um fogão onde cozinhamos e tínhamos luz! água é que não mas que importância tinha isso? passamos a noite sozinhos e aproveitamos para ver um filme, já que há mais de 5

- espero que voltem à macedónia!
foi a primeira vez que nos disseram isso numa fronteira. disse-nos aquilo com um sorriso sincero e isso a nós só nos encheu mais o coração! e pronto! só podemos falar bem deste país! fomos tão bem acolhidos e só queremos voltar! e as notas, são as mais bonitas!!!

Um comentário:
eu sabia!!!
XULOS!!!
:P
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