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digo-te quem sou
10.3.10
entrada em portugal

ai espanha, espanha...
passamos os pirinéus! a palavra pirinéus assustáva-nos um pouco, mesmo sabendo que o passaríamos pela costa mas... acordei mentalizada com as subidas. estava muito frio e chovia um pouco mas estava pronta! já avistava o terror "paramos para um café e um bolo, para carregar energias?" o rafael respondeu positivamente. o corpo que já estava quente voltou a arrefecer. o bolo e o café terminaram depressa... estava na altura de enfrentar o terror. já estava a subir e pensava: "se for sempre com esta inclinação, não seria mau de todo". agora foi a vez do rafael perguntar: "paramos para almoçar?" claro!!! "paramos aqui que está sol" esta frase foi minha. mas qual sol? estava tanto frio!!! comer a laranja era como comer um gelado... era impossível ficar parada. o sol nem fazia derreter a neve que encontramos na berma da estrada. "não devemos subir muito mais." fiquei admirada quando o rafael disse isso! não vamos subir mais? é só isto?depressa chegamos a figueras mas, para lá chegar, foi preciso enfrentar o frio que se fazia sentir na descida...já no nosso destino, esperamos pela anfitriã a foi nessa espera que soube que seria impossível ficar duas noites pois os dias estavam contados... "pa
ra chegar a valência no natal, não nos podíamos demorar"... a notícia caiu tão mal... estava na terra do salvador dali e não iria ver nada dele!!! engoli a notícia e continuei a espera, em silêncio com os olhos para as palavras de um livro. chegou a estranha personagem... consigo sentir à distância as falsas simpatias. não falsas mas as forçadas simpatias. não gostei de lá estar, ou melhor, não gostei da forma como nos acolheu mas no fim do jantar ela saiu e deixou-nos com as suas companheiras de casa que foram impecáveis connosco! terminámos a noite de forma divertida ouvindo h
istórias delas! dia salvo!!!novo dia: acordamos cedo e pedalamos (sempre no frio) até tordela. desta vez chegamos já de noite mas ainda tivemos de esperar pelo novo anfitrião. estávamos à porta da igreja e ainda tentei põr o capacete no chão para ver se caia alguma moeda mas o rafael não deixou... o senhor chegou e disse que ainda morava longe... mau!!! já estava farta de andar de bicicleta! "podem pôr as bicicletas na minha carrinha e depressa chegamos a casa" tudo bem! voltei a sorrir. ele era um solteirão com os seus 50 e tal anos e vive com a sua mãe e o seu irmão, também ele solteirão! tivemos uma noite fantástica. a senhora não nos deixava levantar o rabo da mesa para fazermos fosse o que fosse. fomos proibidos de cozinhar, proibidos de pôr a mesa... estavamos ali para comer e conversar! éramos os reis! outra das nossas obrigações naquela casa, era dormir bem! e dormimos! quando acordamos, a mesa já estava cheia de coisas boas para o pequeno almoço. santa mulher! despedimo-nos agradecendo do fundo do coração aquela noite!
direcção: barcelona!!! barcelona foi o primeiro destino de férias que tivemos juntos. o nosso namoro tinha poucos meses quando conhecemos essa grande cidade que fiquei apaixonada! através do blog 2numundosobrerodas, a edite convidou-nos a ficar lá em casa. não a
conhecíamos e não chegamos a conhecê-la... aceitamos o convite mas nos dias que estavam reservados para barcelona, ela não estaria lá. mas para ela, isso não foi um problema e arranjou maneira de ficarmos lá em casa. bastou falar com a catarina - companheira de casa, também ela portuguesa - para saber se haveria algum problema em lá ficarmos. ficamos três noites mas pouco estivemos com ela. também pouco passeamos pela cidade. há muito que não entrávamos num museu então decidimos fazê-lo e entrar no cccb. não estávamos com grandes sorrisos e a magia de barcelona desapareceu. estava frio, estávamos cansados, estávamos fartos sem saber muito bem o que fazer. disso tenho a certeza. a despedida da cidade não foi
difícil, mas foi estremamente difícil encontrar o caminho para sair dela! é um problema em espanha, encontrar as indicações que não sejam para a auto-estrada... com essa brincadeira, chegámos tarde a tarragona! os dias a pedalar em espanha, não posso dizer que tenha sido divertido. começamos a marcar datas: natal em valência, passagem do ano em granada... há mais prazer quando não há datas a cumprir. acho que essas datas foram as culpadas! foi quando chegamos cansados a tarragona que começamos a fazer contas a nossa vida. "vamos ficar mais um dia aqui e depois apanhamos um comboio para valência?" claro que a minha resposta foi positiva! não quero proibi
r-me de apanhar o comboio quando não estou a ter prazer. o que andávamos a fazer era apenas somar quilómetros e não descansávamos. fícamos mais uma noite e valeu a pena. tarragona é uma pequena mas bonita cidade! o aitor foi impecável, oferecendo-nos a sua enorme cama e passou uma parte do dia connosco, mostrando-nos a cidade. bom bom, foi no dia da partida: entrar com as bicicletas no comboio, apesar do revisor quase nos proibir... mesmo tendo nós comprado o bilhete para as bicicletas!!! lá conseguimos entrar (mas foi preciso pôr a minha cara de chateada e "se não nos deixar entrar eu entro à força!" e depressa chegamos a valência! chegamos mais ainda tínhamos de percorrer uns bons kms até a casa do joão guedes e da sónia esteban, casal amigo do rafael. eu não os conhecia mas passei a adorá-los! passamos o natal com eles bem à moda de espanha, com muita música e antes de jantar, a pandeireta não fez silêncio! foram cinco noite sempre diferentes e dias que deram para descansar e sentirmo-nos em casa!conhecemos a malena, a yinca e a lua. a malena é uma menina que se apresentou com muita vergonha, mas não foi preciso muito tempo para começarmos a brincar e até conseguimos levá-la a passear pelas ruas de valência. claro que as nossas grandes caminhadas tiveram de ser reduzidas mas não nos importamos. a yinca, uma cadela muito velhinha que se sentava no seu tapete e lá ficava... era com muito esforço que saia à rua... a idade pesa e doí mesmo para um animal. sabia bem fazer-lhe miminho e ver que ela gostava! a lua é a gata mais energética que conheci! não aceitava os mimos ou a forma de agradecer era morder e arranhar! conseguimos dormir uma noite com ela mas foi difícil adormece-la! não vimos nada ou quase nada de valência mas conhecemos o palau de la artes. (para mais informações, podem escrever no google "palau de la artes") uma casa de espectáculos desenhada pelo calatrava.
conhecemos também o centro comercial! xtiii que espectáculo! mas afinal o que fomos fazer lá? descansar e estar com uma família divertida que sabe bem ver a relação entre eles! há
alegria naquela casa e foi difícil despedir-me! tento disfarçar o nó na garganta e a despedida é feita rápida como se fosse um até já, que tenho a certeza que é um até já. muito obrigada
por nos terem aberto as portas no dia de natal! sentimo-nos em família! a nossa vida começa a complicar-se a partir daqui... não dava para apanhar o comboio para lado nenhum com as bicicletas... antes de chegar a valência, tinha telefonado ao meu tio/padrinho para saber se havia a possibilidade de passar a passagem do ano em sua casa no algarve. sendo assim, desistiríamos da ideia de granada e chegávamos mais cedo a portugal, apanhando uma grande boleia! ele mostrou-se disponível em ajudar mesmo não estando em casa em alguns dos dias da nossa
estadia. tirou-nos um peso de cima! estávamos nós com o bilhete do autocarro comprado para sevilha quando recebo uma mensagem do minha tia (mulher do meu tio) "não gosto de ter pessoas em minha
casa quando eu não estou presente" não foi bem com estas palavras e não foram só estas palavras mas posso dizer que me fizeram chorar muito... claro que tenho de compreender que há pessoas diferentes, mas depois de ter feito tantos quilómetros, de ter conhecido tantas casas, de me terem dado as chaves para a mão e "é no 5º andar, podem subir e sintam-se em casa, eu tenho de ir trabalhar agora", claro que me custou a compreender como é que alguém da minha família não conseguiu confiar-me a sua casa quando tive confiança de pessoas que nunca tinha visto na minha vida! tínhamos tudo planeado e mais uma vez tivemos de mudar os planos. aquela mensagem foi um estalo tão grande! conclusão, tiramos a ideia do algarve da cabeça e tivemos de procurar casa noutro sítio... "porque não em beja?" pensei. já tinha lá trabalhado e fiquei com muitas boas recordações! beja marcou-me! não foram precisas muitas palavras para receber como resposta ao meu pedido "oh tanya, não te preocupes. ficam cá em casa na boa!" esta foi a resposta do meu antigo patrão que nos levava a beber vinho tinto depois da meia-noite (no fim dos ensaios)! por isso não gosto da palavra patrão, prefiro amigo! amigo antónio revez! (falo nele
mais tarde). a viagem até sevilha foi horrivel! passamos a noite no autocarro sem conseguir dormir! o rafael já se deitava no chão mas pregar olho foi quase impossível. chegamos às 7 da manhã e depois de desembrulhar as bicicletas, pusemo-nos a pedalar! mesmo cansados conseguimos fazer 80 e tal quilómetros e chegar a valverde del camino, já um pouco mortos, confesso. procuramos uma pousada...
nada! um albergue, porque passava lá um caminho para santiago de compustela... nada. cruz vermelha... fechada! igreja... o senhor não ajudou. hotéis? nenhum! polícia? olha, muito obrigadinha pela vossa ajuda! saímos da terra para ver um sítio afastado para montar a tenda... nada, mesmo nada! os terrenos todos vedados, o chão todo encharcado... noite cerrada! voltámos para a terrinha. voltámos à igreja para esperar que a missa acabasse mas à porta já estavam muitas mulheres a pedir. pedimos ajuda a um rapaz na rua mas as palavras "podem ficar lá em casa" não sairam da boca dele... a casa da cultu
ra com muito chão para nós, não nos aceitou... pronto, estava bonito estava! vamos para um banco da praça e ficamos lá e cozinhamos lá e ficamos lá a dormir até alguém ter pena de nós! mas qual praça? estava em obras sem existir nenhum banco! vamos falar outra vez com a polícia! é impossível ninguém nos ajudar num sítio onde não há um hotel, uma pensão, um quarto para alugar! foram impecáveis! e não nos deixaraam sair até encontrar uma solução para nós! primeiro procuravam um sítio para acampar mas que fosse abrigado da chuva. depois lembraram-se de um senhor mas que não atendia o telemóvel naquele momento... solução: sairam dois polícias e foram buscá-lo a casa! voltaram com o senhor. "já têm sítio para passar a noite!" que bom! deixamos a identificação e lá fomos ver o que nos esperava. incrível!!! abriu uma porta, mostrou-nos a casa de banho com água quente, mostrou-nos a cozinha e o quarto com
cama de casal! trocamos contacto e ele foi embora! "deixem a chave escondida aqui" ficamos sozin
hos a olhar um para o outro e só tínhamos vontade de rir!!! claro que tivemos que passar muitas vezes por uma estátua do nosso tamanho, de jesus cristo, com a mão estendida a pedir esmola. e claro que o rafael, sabendo que imagens bíblicas assustam-me (não me perguntem porquê) andou uma boa parte da noite com as estátua para me assustar.acordamos com muito frio!!! muito muito frio!!! e com esse frio todo saímos de espanha! e deixo esse dia para a próxima crónica que não demorará muito a sair!
4.3.10
22.2.10
uma palavrinha
pequena "depressão" pós viagem... isto já passa e logo logo, volto a escrever para aqui!
10.1.10
frança que deixamos para trás

este texto está muito resumido? não, que ideia! crónicas da praça publica? como? ui... não! está diferente!!! igual? muito pareciado? acham? só pode ser coincidência!
De novo em França, desta vez no sul! É sempre bom voltar a um país que tanto gostamos. Não temos a ideia dos franceses serem snobes ou antipáticos... pelo contrário! Somos sempre muito bem acolhidos aqui! Temos sempre um “bonjours” e palavras de encorajament
o para a nossa viagem, coisa que não encontramos muito em Itália, por exemplo. Sem chuva entramos em França e uma nova vida nascia em
nós! Menton ficava a poucos quilómetros da fronteira. Lá esperava-nos o Nick de Hong Kong com mais quatro estudantes. À medida que iam entrando,apresentavam-se - olá, eu sou da Austrália... eu sou do Egipto... e eu sou de Espanha... eu, da Noruega. Uma casa cheia, onde numa conversa era usado, ora o francês, ora o espanhol, ora o inglês. Classificamos Menton como uma das mais bonitas cidades por onde passamos. O seu centro histórico é realmente acolhedor e não nos cansamos de passear nele e admirar cada recanto e passagem. As pessoas são simpáticas! Mal entramos na cidade, uma senhora com os seu 60 e muitos meteu conversa connosco, dizendo que admirava a forma como levavamos a vida, nesse momento pára outra senhora e preocupada perguntou se tínhamos sítio para passar a noite. Temos a certeza que essas senhoras, nunca nos deixariam na rua! Deixamos a cidade maravilha para conhecermos a cidade capital mundial do perfume – Grasse. Um pequeno engano do rafael, fez-nos descer quilómetros até perto da estação de comboios para minutos depois percebermos que o ponto de encontro ficou marcado na estação de autocarros que fica no alto, onde começamos a descida! Achei melhor não dizer nada e respirar fundo... contar até dez, virar-lhe costas e subir tudo...
Quando a nossa anfitriã chegou, informou-nos que teríamos de subir muito até sua casa. E não mentiu! Chegamos estoirados e só queriamos descansar e pensar em visitar a cidade no dia seguinte, o que não aconteceu por causa da chuva torrencial. O dia todo em casa já quase a desesperarmos! O facto de agora temos os dias contados, tornou impossivel prolongar a nossa estadia. Partimos tristes. Deixamos a casa de banho forrada com o gigante mapa de frança e o puzzel na parede com 14.330 peças!!!
Aix-en-Provence, fica a ser outra linda cidade – pelo que pudemos ver à nossa chegada - que não visitamos como gostaríamos. Apenas uma noite ficou destinada e esta foi passada em casa a comer, a ver um vídeo caseiro de uma viagem à Índia e a divertir-nos com jogos!
Avignon. Estávamos com grandes expectativas em relação à cidade. Dela só conhecíamos o grande festival de teatro que se realiza no Verão e uma canção e era exactamente por isso que a queríamos visitar, para saber mais. Chegamos e não sentimos a magia que pensámos poder
sentir. Imaginamos uma cidade pequena entre as muralhas mas esta é grande. Imaginamos a famosa ponte, também ela
pequena, mas de pequena não tinha nada... Avignon também é conhecida como antiga residência dos Papas e hoje, podemos visitar o Palais des Papes. Outra passagem obrigatória, é seguir as setas que encontramos no chão, à saída do Palácio e visitar a ponte de Avignon, que hoje em dia está fechada à circulação. No entanto, para saber um pouco mais da sua história e para podermos caminhar sobre ela, um bilhete de acesso é obrigatório. A
ponte foi construida entre 1171 e 1185, com sucessivas reconstruções. Hoje, apenas quatro arcos dos 22, sobreviveram. Da ponte nasceu a famosa canção “Sur le Pont d'Avignon” que descobrimos que, também ela, sofreu algumas alterações, pois uma das histórias conta-nos que por debaixo de um dos arcos existia um café onde as pessoas dançavam e cantavam e que a música nasceu aí, mas sob o título “Sous la Pont d'Avignon”. Da cidade também conhecemos a Rose, que nos
recebeu em sua casa, onde passamos momentos bastante divertidos! Também divertido foi ter conhecido o Ceryl de Nimes, um malabarista/actor/clown sem tempo algum para arrumar a casa. Um nariz de palhaço na casa de banho, figurinos espalhados pela cozinha, mini-instrumentos, perucas, um riso aqui e mais uma cor acolá... uma casa de artista em altura de trabalho. Visitar a cidade foi apenas durante a noite, uma passeio curto, sem pressa de tudo ver, pois sabiamos que seria impossível. Nimes... No dia seguinte esperavam-nos apenas uns 50 e poucos quilómtros o que fez com que não nos sentíssemos com pressa de sair de casa. Chegar a Montpellier foi tranquilo, o caminho era simples e não exijiu muito de nós. É bom quando chegamos a um sítio sem grandes expectativas e sentimos uma empatia mal chegamos.
Foi o que aconteceu nesta cidade. Estamos nós numa grande praça quando chega o Vivien na sua estreita bicicleta sem mudanças. Instalamo-nos em sua casa e sentimo-la como se nossa fosse. Trocamos músicas, filmes, experiências e são
essas trocas com as pessoas que nos fazem crescer, querer partir para outras paragens mas, ao mesmo tempo, não sair dos sítios nos quais nos sentimos muito bem! Foram essas trocas que procuramos e temos encontrado ao longo de todos estes quilómetros. Chaves na mão com a máxima confiança, e fomos perder-nos pelas pequenas ruas desta grande cidade, mas com um pequeno e acolhedor centro histórico. Gostamos da cidade e gostamos do nosso anfitrião, fazendo com que as duas noites se transformassem em três. Não podemos ficar mais tempo.
Os últimos dias em França foram muito bem passados. Saimos de Montpellier sem saber onde parar mas no meio do caminho, recebemos uma mensagem a dizer que éramos bem vindos a
Béziers. O frio persseguia-nos mas no final, tivemos uma casa quente onde dormir. No meio da conversa com o Guillaume, achamos engraçado a coincidência de irmos todos até Perpignan no dia seguinte, com a diferença que ele demoraria uma hora a lá chegar e nós umas boas quatro horas a pedalar! As bicicletas não cabiam na carrinha mas os atrelados sim, e foi isso que aconteceu. No dia seguinte, libertamos as bicicletas e ficamos sem os atrelados, recuperando-os já perto do destino. Íamos mais rápidos e mais leves e isso já foi bom! Encontramos Perpignan bem iluminado com as luzes de Natal. Uma pequ
ena cidade acolhedora, aceitou-nos nas suas ruas mostrando-nos diferenças culturais e muita vida. Era a nossa última estadia em França e isso deixou-nos um pouco tristes, pois deixavamos para trás um país que gostamos muito. Para chegar até Espanha era necessário atravessar os Pirineus. O mapa não nos mostrava grande inclinação mas a palavra Pirineus assusta sempre. O que é certo é que não subimos mais de trezentos metros, embora não tenha sido preciso subir mais para sentir o frio que fazia no topo e para estarmos rodeado por uma pequena camada de neve.
olhem o que tivemos a ver:
hum... que bom
pedaços de mim
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